Blog do síndico profissional

Talento na Gestão

Como a preparação de um bom orçamento garante um ano tranquilo, sem despesas extraordinárias

O maior desejo de quem administra um condomínio é que as taxas da propriedade sejam as menores possíveis. Pois bem, partindo dessa premissa é muito importante equilibrar as vontades e planejar o orçamento com consciência para não sofrer os sintomas da falta de planejamento durante o ano.

talento na gestão

As despesas ordinárias convencionais, que são pagas todos os meses, devem ser relacionadas em uma planilha de custos para a partilha entre todos os condomínios. Os gastos pessoais (faxina, portaria e zelador), as manutenções (elevadores, portões automáticos, bombas e antenas), as questões administrativas e outros custos são fáceis de apresentar em uma assembleia e também são compreendidas por todos com mais tranquilidade. A dificuldade maior dessa composição orçamentária é o que se prevê para custeio com despesas que não são convencionais, como por exemplo:

  • Conserto de algo que não estava previsto;
  • Compra de algum aparelho que apresentou defeito;
  • Substituição de calhas e reatores para a iluminação;
  • Serviço de eletricista, encanadores e etc;
  • Despesas jurídicas.

O desafio maior do síndico na preparação do orçamento, é não esquecer que a taxa de condomínio DEVE SER anualmente reajustada. SEMPRE! Tudo tem acréscimos durante o ano. Tem o dissídio dos funcionários e os benefícios, aumento das concessionárias de energia elétrica, água, gás, telefone, pacote de internet, etc.

A habilidade de mostrar a todos o que é necessário prever no orçamento do mês é o maior talento do síndico profissional. Lembrar de contabilizar um determinado valor para elétrica, hidráulica, elevadores (peças), além de, ao final, não se esquecer de antever uma porcentagem de inadimplentes que o condomínio tiver. Embora alguns não paguem suas obrigações em dia, todos os compromissos do mês devem ser cumpridos, haja vista que nenhum fornecedor trabalhará sem o seu devido pagamento.

Assim, mesmo possuindo um fundo reserva à disposição para emergências, essas pequenas despesas pesam muito no orçamento do mês. Possuindo mais de dez anos de bons exemplos e experiência, posso afirmar com veemência, que não antever essas pequenas despesas na previsão orçamentária do ano é um grande equívoco.

Muitas vezes, o acréscimo na taxa de condomínio de cada um, para prever essas despesas no orçamento, fica entre R$ 15,00 e R$ 30,00. É um valor muito pequeno para não ser proposto na assembleia ordinária do início do ano. Geralmente, todos entendem e até preferem, já que se for necessário uma arrecadação extra ordinária, não prevista inicialmente, gera o custo da assembleia, da postagem das convocações e de impressão da ata que, por fim, além de demandar tempo, chegará a um valor de quase R$ 1.000,00.

O síndico nesse momento deve ter pulso firme, para conseguir persuadir a todos e principalmente, fazer com que os presentes que já ficaram convencidos da necessidade de se arrecadar, ajudem com os demais, tendo em vista principalmente que a grande maioria não gosta de uma reunião de condomínio. Essa habilidade, além das demais citadas no âmbito da gestão e planejamento, é uma árdua tarefa e é onde detectamos a importância de se possuir um profissional altamente capacitado, que possa fazer valer a vontade da maioria, dentro das possibilidades de todos os condomínios.

Para esse tipo de discussão é importante conhecer todos os índices de reajustes das concessionárias, de salários e benefícios, do seguro do condomínio e outras despesas que são claramente alteradas anualmente. Uma gestão talentosa, que depende de inúmeros fatores, começando basicamente na composição de uma enxuta, porém, consciente previsão orçamentária, a fim de evitar arrecadações extra ordinárias, como rateios, que na maioria das vezes, são muito mal vistos por todos os condomínios.

Seu condomínio já passou por situações de rateio ou semelhante?
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